O blog anda meio paradinho, isso é fato.
Eu sou leitora e sei como é chato quando um blog que a gente lê/acompanha deixa de atualizar por um tempo muito longo, por tanto, minhas desculpas não são suficientes para perdoar esse erro que cometi enquanto blogueira. Entretanto, como sempre, tenho um motivo para ter sumido do mundo virtual -sim, eu também dei uma maneirada em redes sociais- um deles é, obviamente, a minha enorme falta de tempo para gastar me divertindo nos sites por aí a fora, já que quando não estava estudando, estava fazendo algo relacionado com projetos da escola, e nos períodos raros de liberdade só pensava -as always- em dormir. Isso é tão grave que passei boa parte do último final de semana dormindo, sintam meu sono!
Mas enfim, eu não vi aqui falar disso, até porque minha rotina está aos poucos se estabilizando e THANK GOD! faltam menos de um mês de dias letivos, ou seja, menos de um mês para as minha queridas e merecidas férias! YEY!
O motivo do texto -e do título- é que ultimamente tive que ler -lê-se fui obrigada a- muitos e muitos livros que não são do meu interesse, seja por não se encaixarem no meu tipo de leitura, seja porque não consegui me encantar com as histórias. É claro, que o grande vilão dessa judiação com a minha pessoa se chama: - QUE RUFEM OS TAMBORES...- Vestibular.
Sim, leitores. Passei as últimas semanas lendo livros obrigatórios para o vestibular e alguns outros que meus professores sugeriram cofcofobrigaramcofcof. Passei por momentos de muita revolta, mas agora que meus nervos se estabilizaram vou explicar:
Primeiramente, a leitura sempre foi para mim um prazer, na verdade, era quase um vício. Eu tinha necessidade de ler, de ter algum livro na mão, de passar os olhos por alguns sintagmas, de ver a gramática portuguesa sendo honrada, ou não... Mas isso não vem ao caso. Eu simplesmente precisava ler e adorava isso.
Porém, como tudo na vida sempre tem que ter um maldito PORÉM, minha vida de leitora assídua foi invadida pelas palavras: LEITURA OBRIGATÓRIA DO SEMESTRE. Daí, você deve se perguntar "Mas qual é o problema? Você gosta tanto de ler!" Sim, eu gosto. Só que leio o que eu escolho, o direito de escolha é parte importante do processo da leitura. Infelizmente, nem todo o meu otimismo pode ir de encontro com a pilha de livros obrigatórios cada vez mais em ascensão.
Passei alguns dias refletindo e percebi que a leitura obrigatória não era de toda ruim, já que por causa dela acabei conhecendo novos autores e histórias bem distintas. Essa fase curta de aceitação aconteceu quando o final de TIL do José de Alencar me surpreendeu de verdade. Mas depois disso, a revolucionária que mora dentro da minha mente decidiu se rebelar.
Decidi que só iria ler os livros que caíssem no vestibular, os outros que a escola pedia iriam ser descartados da lista! Fim! Só que minha fuga da opressão foi barrada pelos trabalhos/resumos obrigatórios sobre os livros.
Mas pera aí! Resumo? Trabalho? Resenha? Tudo isso tira da literatura sua essência! Os livros foram feitos para entreter, ensinar, transcender suas épocas. A literatura foi feita para ser lida, contemplada e apreciada devagar e com vontade.
Os resumos e trabalhos fizeram com que Dickens fosse um saco pra mim, mas o que me deixa mais triste é receber comentários falando tão bem do livro e dizendo o quão incrível Charles Dickens é. Não tive a sensação de prazer ao ler o livro dele e perceber a riqueza da obra, não pude contemplar todo o conhecimento que a narrativa dele emana. Não pude ler de verdade suas palavras.
Isso não aconteceu só com "Um conto de duas cidades", diversos outros autores que fazem parte do seleto grupo de leituras do vestibular acabam deixando de encantar seus leitores! Sei que a literatura brasileira não é bem divulgada, mas é um paradoxo pensar que obrigar os jovens a ler vai transformar os clássicos em best-sellers. Não venham me dizer que só se torna um leitor um fluente quem lê, disso eu sei, mas a leitura é um hábito! Ter pilhas de livros para ler em três anos de Ensino Médio só habitua o jovem a ver a leitura como obrigação e chateação. Ou pior, só faz com que o hábito da leitura -de quem já o tem- se perca.
Pronto, desabafei.
Nas últimas semanas essas palavras saltavam da minha boca a todo instante. Vejam bem... Não deixei de gostar de ler, mas deixei de aproveitar muitos livros que poderiam ter sido bons, desde que lidos em outra época da minha vida e com outra intenção. O que torna um livro bom, ou melhor, inesquecível é perceber o conhecimento que se adquiri com as palavras e, o mais importante, é perceber a infinidade de mundos que a literatura pode te levar sem sair do lugar -foi clichê, mas falei bonito! hahaha.
Enfim, ler por obrigação tem suas vantagens, mas quando a necessidade, de uma bookaholic, de ler um livro deixa de ser vontade algo está muito errado com a metodologia de incentivo a leitura. Muito mesmo.
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