365 é um bom número, nem tão grande, nem tão pequeno: normal. 18 um número mais ou menos, só dois algarismos.
Já 365 dias é tempo demais, grande demais e, ao mesmo tempo, é tempo de menos. E 18 anos é tempo vivido pra caramba, e também é um tempo curto demais pra ter vivido tudo.
Não sei vocês, mas pra mim idade que marca mesmo é são os dezoito anos. Nada de festa de debutantes com direito a valsa e bolo de pom-pom, pra mim o importante é ser maior de idade e fazer o que bem entender com o próprio nariz. O que pode ser besteira, já que aos 16 a gente já pode decidir quem vai governar um país, e assoprar as dezoito velinhas não é garantia de casa, dinheiro e carro na garagem. Mas mesmo assim é uma data memorável.
Aviso logo que não gosto de aniversários. O bolo com gosto de parafina da vela e galera cantando "parabéns pra você" olhando diretamente para mim não é exatamente o que eu chamo de presente pelo meu nascimento. Afinal, nascer de novo acontece todo dia, até naquela tarde que tudo parece dar errado, não são os brigadeiros que dizem quando a gente tem que se renovar. Nem os chapeizinhos ridículos que você usava até o sétimo aniversário.
Mas, então por que eu quero tanto que esse dia chegue logo? Por que me desespero tanto ao pensar que ainda falta um ano pra isso, 365 dias não é tanto tempo assim.
Não sei. Não sei porque continuo esperando essa data chegar pra começar a viver minha vida por conta própria.
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