quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Sobre sonhos e realidade

Nesse exato momento tenho uma lista de trabalhos finais para entregar até o final do semestre, que por obra do destino calhou de ser bem em Maio, mês que, pra mim, sempre foi meio, esse ano é fim. E pensando nas mil e uma coisas que tenho para resolver nas próximas semanas decidi que o melhor a ser feito era escrever, que nesse contexto pode ser considerado apenas procrastinar pensando na vida. Como você leitor pode perceber minhas prioridades nem sempre se alinham com a realidade iminente. Mas como diria Hemingway: escreva bêbado e edite sóbrio, pois bem, nada melhor que uma embriaguez de realidade para soltar as palavras.
O fato é, em meio a folhas, livros e anotações que começam e não têm fim, minha vida foi tragada por uma avalanche de compromissos que não têm muito a acrescentar no universo paralelo que minha mente costuma morar por uns tempos. Nesse outro mundo, não se importam com minha produtividade ou com quantas horas de estudo tenho por dia, mas sim com aquilo que me faz ser uma pessoa melhor para mim e para os outros.
Engraçado é que eu achava que essa minha mania de querer viver num mundo cor-de-rosa só me fazia mal. Talvez até faça, mas mal e bem são conceitos tão relativos que já cansei de procurar por um consenso. Então, penso que esse meu escape da realidade me faz muito bem, obrigada. Entendo que a vida é feita de prazos, burocracias e um monte de outras complicações chatas que permeiam a "adultice", mas de que adianta fazer tantas coisas ao mesmo tempo e incorporar cada vez mais papéis se o que somos é, na verdade, uma coisa só?

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