sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

A carta que nunca mandei

Querida você,
Não tenho palavras pra expressar o bem que suas palavras me fizeram. Mas mesmo assim tentarei de responder a altura. Só quem escreve sabe a cina que tal ato é. A palavra conforta e destrói. E as suas fizeram mais por mim do que muitas pessoas que passaram na minha vida.
Não te responderei do mesmo modo que você me preencheu com suas palavras. Escrever cartas é um hábito que pretendo criar, mas, por hora, vou te dar uma digna resposta por aqui. Afinal, não tenho seu endereço, e espero que a mágica que reside na tinta impressa no papel possa ser substituída por esse lugar virtual que tem tanto de mim quanto minha letra imperfeita.
O presente que ganhei de você vai além de qualquer coisa que o dinheiro possa comprar. Você me mandou um pouco de você. Mandou-me sua menininha dos olhos verdes que eu tanto admiro ao olhar você. Olhar no sentido literal, sacas?
Essa tal menininha olhos cor de esmeralda veio acompanhada daquilo que me move a escrever: inspiração. E, você como uma escritora da alma, sabe muito bem como um tiquinho de inspiração move montanhas, rios e mundos. Obrigada por ter movido o meu.
Dizem que se conselho fosse bom a gente venderia não dava de bandeja, mas eu quero te dar um em troca de tudo que suas palavras me proporcionaram. Não tenha medo do seu eu dizer por você aquilo que tem que ser dito. É hipocrisia da minha parte dizer isso, eu sei. Afinal, aqui estou eu me escondendo em um lugar que ninguém conhece. Mas mesmo assim, ignore o meu modo de agir e faça diferente de mim. Deixe seu eu falar, porque eu tenho certeza que ele é tão incrível quanto você parece ser pra mim.
As pessoas só existem pra gente na imagem que temos delas, por isso não posso te afirmar que sei quem você é, mas posso te dizer com toda a certeza que me cabe, que amo o ser que você é aos meus olhos, admiro quem conheci em tão pouco tempo.
Vou te contar um segredo: você está em um dos textos que escrevi nesse blog. Talvez, vários. Não sei precisar, mas no fim meu eu escreve sobre aquilo que enxerga e estranha nesse mundo, por isso, talvez, você esteja em uns personagens dessas divagações que posto aqui esporadicamente.
Queria que minha escrita tivesse o poder de tocar seu coração, sua alma. Não sei se consegui. Provavelmente não, mas tudo bem.
Espero que o seu Deus e o meu te abençoem em qualquer passo que você dê. Você é brilhante, menina dos olhos verdes, merece tudo de melhor desse mundo.
Sinto saudades sempre. Saudade de ter alguém que esteja em um barco parecido com o meu, porque você sabe que no fim estamos todos separados. E nossa separação, menina, é o que nos une.
Um enorme beijo e obrigada por ter escrito pra mim. De verdade.

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