Quando eu estou triste costumo chorar até a última lágrima. Deixo que doa até eu achar que não vou mais respirar. Sinto todos os sentimentos misturados na velocidade máxima. Até que, de repente, tudo passa.
As lágrimas se findam e meu peito para de apertar. Começa então uma calmaria. Sem fim.
Esse momento pós-fossa é tão ruim quanto a própria fossa. Estou esvaída, não restou nada, minhas lágrimas levam embora de dentro de mim tudo o que eu um dia já senti.
As coisas estão sem sal. Eu sem paciência nenhuma. Nada me tira do eixo. Os encontros são sempre os mesmos com pessoas diferentes.
As perguntas sempre iguais com respostas já decoradas. Não me lembro de sentir ansiedade ou aquela excitação gostosa antes de encontrar com alguém.
Meu coração vive em calmaria.
Vivo apática, sem paciência e achando q tudo e todos são muito pouco interessantes. Meu coração não bate mais por ninguém.
Isso é tão aterrorizador que começo a pensar que quem tem problemas sou eu. Eu sou chata, apática e nada interessante.
As pessoas entram na minha vida e eu mal espero que elas saiam, pra falar a verdade, eu não as deixo nem passar do capacho da porta.
Triste.
Aterrorizador.
Calmo.
Um silêncio e calmaria que se destoam da enxurrada de sentimentos que eu tinha antes. Me sinto órfã, como se alguém tivesse levado de mim a capacidade de se envolver ou de ir embora de um encontro me segurando para não mandar mensagem marcando o próximo.
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