Ela vem assim, sorrateira. Não avisa quando vem e muito menos quando vai. Tudo está bem, mas de repente tudo muda. Ela bate à porta e me deixa assim, sem muros, sem nada. Me deixa tão sem nada que nem sentimentos eu tenho mais, ela me leva tudo.
Não sentir nada é pior que sentir algo ruim. Porque de sentimentos ruins eu estou cheia.
Ela não me deixa.
Os sorrisos, risadas, conversas fúteis sobre a vida alheia são só um pretexto para não deixá-la entrar. Na verdade, é um pretexto para esquece-la dentro de mim...
Me sinto perdida. Não tenho pelo que lutar. Não. Não. Não. Eu não tenho nada.
Não sinto nada. E me sinto mal por não sentir nada.
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